Maracanã…

Só pra constar… se não fosse muito interessante, será que tantas e tão grandes empresas investiriam na Copa 2014, só pela paixão pelo futebol e pelo esporte?

15/07/2010 – 20h00 – Folha Online

Seis empresas apresentam proposta para reformar o Maracanã

CIRILO JUNIOR
DO RIO

Foi dado nessa quinta-feira o primeiro passo para a reforma do Maracanã visando a Copa 2014. Seis concorrentes –cinco consórcios e uma empresa– apresentaram proposta para adequar o estádio às condições exigidas pela Fifa.

Os documentos serão avaliados pela secretaria de Obras do Estado, que espera anunciar o vencedor da licitação até o próximo dia 28, caso não haja contestações por parte das empresas que pleiteiam fazer a reforma. A obra está orçada em R$ 720 milhões.

Caso esse cronograma seja cumprido, as obras deverão começar em agosto. Será analisada a necessidade de fechamento total do estádio já no início das intervenções. Existe a possibilidade de o Maracanã seguir funcionando de forma parcial.

“Vamos discutir se podemos começar as obras sem fechar o Maracanã”, afirmou o secretário de Obras, Hudson Braga.

Ele garantiu que o processo não tem atrasos, e que a reforma estará concluída em dezembro de 2012, a fim de que o estádio possa sediar jogos da Copa das Confederações, na metade de 2013.

Braga informou ainda que técnicos da secretaria estiveram na África do Sul e na Europa, para avaliar o processo de reforma e construções de estádios nessas regiões. O objetivo, segundo ele, era obter informações sobre essas obras e os problemas enfrentados. O secretário, porém, não negou a possibilidade de haver aumento dos custos ao longo da reforma.

“Obra é obra. Problemas podem surgir a qualquer momento. Quando a gente reforma nossa casa, é assim”, observou.

Abaixo, os consórcios que se habilitaram a fazer a reforma do Maracanã:

– Consórcio Brasil 2014 (SaneRio Engenharia, BA Engenharia, Hexagonal Construções)

– Consórcio Construcap – Cetenco – Convap, formado pelas três empresas.

– Consórcio Novo Maracanã (Paulitec Construções, Estacon Engenharia e Recoma Construções)

– Consórcio Maracanã Rio 2014 (Odebrecht Engenharia, Delta Construções e Construtora Andrade Gutierrez)

– Consórcio Novo Maracanã (Construtora Queiroz Galvão e Carioca Christiani-Nielsen Engenharia)

– Construtora OAS

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São Paulo, sexta-feira, 16 de julho de 2010 – Folha de São Paulo – Esporte

MARACANÃ

Governo do RJ corre para fechar licitação de obra para 2014

DO RIO

Seis concorrentes apresentaram ontem propostas para fazer a reforma do Maracanã para a Copa-2014, orçada em R$ 720 milhões. A análise da documentação deve ser feita até a próxima segunda-feira, segundo previsão da Secretaria de Obras do Estado.
Caso não sejam impetrados recursos no processo licitatório, espera-se que o vencedor seja anunciado até o dia 28.
O secretário de Obras, Hudson Braga, garantiu que o procedimento para a reforma do estádio não está “nem ficará atrasado”, apesar de admitir haver possibilidade “remota” de o processo ser paralisado por empresas não escolhidas.
O secretário confirmou o prazo de entrega do estádio para dezembro de 2012. “O Maracanã estará pronto para receber a Copa das Confederações, na metade de 2013.”
Disputam a licitação as empresas Odebrecht (que se associou à Andrade Gutierrez), Queiroz Galvão (que firmou parceria com a Carioca Engenharia) e OAS, que entrou na licitação sem parceiros.

Mas o que São Paulo quer mesmo…

16/07/2010 – 07h00 – Folha Online

SP agora mira cifrões na Copa-2014

EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO

São Paulo até quer a abertura da Copa do Mundo de 2014. Mas o que São Paulo quer mesmo é sediar o Congresso da Fifa e o centro de imprensa do mundial.

O governador Alberto Goldman (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM) se reúnem na próxima quarta-feira com Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para tratar do assunto.

Publicamente, São Paulo vai manter a posição de que a abertura da Copa deve ser na cidade. Como a Fifa exige um estádio com pelo menos 60 mil lugares para o primeiro jogo, duas seriam as opções: o Morumbi reformado e a construção do Piritubão.

Mas esse é apenas o jogo político. Prefeitura e Estado já sabem que os dois projetos são inviáveis e que a hora é de garantir para São Paulo o que os técnicos das equipes de turismo dos governos chamam de “eventos que realmente importam”, pois trazem para a cidade pessoas com dinheiro para gastar.

Por isso é que São Paulo não abre mão do Congresso da Fifa –que reúne cerca de 2.000 dirigentes– e do IBC (International Broadcast Centre, ou centro internacional de mídia). Na Copa da África do Sul foram credenciados cerca de 13 mil jornalistas de todo o mundo.

Os jogos, avaliam os técnicos da área de turismo da prefeitura e do Estado, atraem poucos turistas, por curto período, que gastam pouco dinheiro e ainda trazem problemas de segurança para a cidade, que tem de reforçar o policiamento nas regiões dos estádios e nas concentrações de torcedores.

Já o centro de imprensa e o Congresso da Fifa, ao contrário, trazem muitos profissionais que ficam na cidade por longo período e que gastam mais dinheiro do que turistas comuns com hotéis, refeições e transporte.

APOSTA NO FRACASSO

Desde sempre a prefeitura e o Estado apostaram no fracasso do projeto do Morumbi pela dificuldade de atrair investidores para as obras, estimadas em R$ 630 milhões, que enquadrassem o estádio nas exigências da Fifa.

O apoio público ao projeto do estádio fazia parte da estratégia de brigar até o fim pela abertura da Copa de 2014 para, na hora da definição, trazer para a cidade o que o governo considera realmente importante, o Congresso da Fifa e o IBC.

Desde que a CBF vetou o projeto do estádio do Morumbi para o Mundial, no mês passado, a cidade de São Paulo não tem um estádio “oficial” para a competição. Por isso foi marcada a reunião da próxima quarta-feira entre prefeitura, governo do Estado e CBF.

Estádio paulista para 2014

Mais algumas notícias… fico aliviado de que o Piritubão esteja perdendo força…

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São Paulo, sexta-feira, 16 de julho de 2010 – Folha de São Paulo – Esporte

Painel FC

EDUARDO OHATA (interino)painelfc.folha@uol.com.br

Contra o relógio

Arquitetos e engenheiros que trabalham nos projetos de estádios da Copa-2014 são diretos ao diagnosticar que não existe tempo hábil para aprontar eventual arena em Pirituba para o Mundial. Apontam para a necessidade da licença ambiental, que leva no mínimo de dois a três anos para ser liberada (citam como parâmetro o caso do trem-bala), além de processos de licitação, desapropriação e o plano executivo.

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16/07/2010 – 07h00 – Folha Online

Opção de jogos para a Copa-2014 será a arena do Palmeiras

EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO

Nem Morumbi, nem Pacaembu, muito menos Piritubão. Os jogos que a cidade de São Paulo sediar na Copa do Mundo de 2014 devem ser realizados na futura Arena Palestra.

Prefeitura e governo do Estado chegaram à conclusão de que a Arena Palestra –que vai substituir o atual estádio do Palmeiras– é o único local que a cidade tem disponível para oferecer à CBF e à Fifa como sede paulistana para os jogos da Copa-2014 no Brasil.

O Piritubão, plano B para a abertura da Copa, é técnica e financeiramente inviável, na avaliação dos responsáveis pelo projeto.

Em Pirituba será construída uma arena multiuso de 45 mil lugares para shows, eventos e até jogos de futebol, mas que só se viabiliza financeiramente no projeto de um centro de convenções que inclui áreas para exposições, hotéis e edifícios comerciais.

Para as obras do Morumbi, o São Paulo não conseguiu garantias financeiras e o projeto foi descartado.

A reforma do Pacaembu, outra opção, é difícil porque o estádio é tombado pelo patrimônio histórico, não há investidores e há resistência dos vizinhos

CONSTRUTORA INVESTE R$ 300 MI EM ARENA

O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, e o vice da construtora WTorre, Paulo Remy, assinaram o documento que viabiliza o início das obras da Arena Palestra. O estádio, com capacidade para 45 mil pessoas, está previsto para ficar pronto até o final de 2012. A arena seria uma opção paulista para receber partidas da Copa-2014.
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16/07/2010 – 07h00 – Folha Online

Projeto de estádio corintiano, em Guarulhos, não segue as exigências da Fifa

EDUARDO OHATA
DE SÃO PAULO

O projeto do estádio do Corinthians, em Guarulhos, não tem capacidade para receber partidas da Copa.

Ele cumpre as exigências para torneios organizados pela Conmebol, mas não as da Fifa, reconhece o autor do projeto da nova arena, o arquiteto Augusto França Neto.

“A sala de imprensa, por exemplo, serve bem para os jogos do Corinthians. Mas nela cabem apenas uns cem jornalistas”, explica Neto.

“Não caberiam mil jornalistas, como esperaria a Fifa. Mas dá para você cobrir tranquilo jogos do clube, sentar, pôr seu computador…”, diz.

“Por conta da capacidade, de 56 mil pessoas, poderia atender a jogos da Copa. Mas a capacidade é mínima em quesitos como a zona mista. E não seria possível acondicionar o centro de imprensa”, argumenta Neto.

Neto acredita que o projeto “até possa” receber jogos das oitavas de final, apesar de não seguir o padrão da Fifa.

“Mas parece que não há interesse de jogo em São Paulo se não for a abertura.”

Ontem, o tema estádio seria debatido no Parque São Jorge. O projeto de Guarulhos, apoiado pelo banco Banif, estava na pauta, mas foi sendo retirado sob a alegação de que não há pressa no clube para definir o assunto.

Nas últimas semanas circulara rumor de que o Corinthians mandaria os jogos em uma nova arena em Pirituba, que seria a sede paulista na Copa. Mas, ao menos oficialmente, o comitê organizador de São Paulo refuta a ideia.

Lula, Copa 2014 e Olimpíada 2016

Hoje, fica sem comentários. Só a reportagem.

16/07/2010 – 09h54

Lula vai assinar medida provisória para facilitar obras para Copa e Olimpíadas

Do UOL Esporte
Em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai lançar na próxima segunda-feira, em Brasília, um pacote de benefícios às 12 cidades-sedes da Copa-2014, segundo informações do jornal O Globo. Os municípios terão facilidades para os financiamentos de obras de infraestrutura urbana necessárias à realização do torneio.

A medida provisória pretende fazer com que as cidades possam ter limites para endividamento mais flexíveis, assim como diminuir a burocracia e autorizar que os projetos da próxima Copa e dos Jogos-2016 “furem a fila” em relação ao financiamento pelo BNDES. Os planos relacionados ao Mundial de futebol serão colocados em uma fila paralela.

A intenção do governo é de acabar com os principais entraves para a execução dos projetos, o financiamento e o endividamento. No ato, são esperados os prefeitos das 12 cidades beneficiadas, além dos governadores dos estados e do Distrito Federal.

Também é esperada a assinatura do termo de compromisso entre governo federal, estados e municípios, definindo as competências de cada um em relação à segurança e saúde e a quantia destinada a essas áreas.

Arenas 2014 – nada como planejado…

Bom, hoje tive uma leve enxurrada de notícias diferentes e, pasmem, nenhuma sobre o Morumbi! Temos uma sobre o Maracanã, uma sobre a Fonte Nova, uma sobre a relação Corinthians x Piritubão e uma sobre a “Arena COPEL” de Curitiba.

Sobre o Maracanã: o que era pra começar no final do ano passado ainda tem que passar por uma série de etapas burocráticas – porém necessárias – para que a obra comece… um ano de atraso nem deve ser tanto mesmo. Além disso, o estádio que já passou por reformas de R$ 300 milhões, tinha um projeto de reforma de R$ 430 milhões, reavaliado em R$ 600 milhões, e a reforma que a FIFA aprovou custará aproximadamente R$ 702 milhões… já temos xx% de aumento e as obras nem começaram… já vimos essa história antes.

Sobre a Fonte Nova: nada de mais, mas estava no jornal.

Sobre o Piritubão: até o Corinthians sabe que é uma idéia idiota!! O Andres não quer topar ganhar o estádio porque sabe que só vai dar prejuízo… ENTÃO PORQUE ALGUÉM, SEM NENHUM INTERESSE ESCUSO E EM SÃ CONSCIÊNCIA, QUER FAZER ESSA PORRA DE ESTÁDIO?!?!?!  Ninguém aprendeu que elefantes brancos são um problema logo que acaba a Copa? Perguntem o que Joanesburgo vai fazer com o Soccer City… porque eles também não tem idéia… Mas ele é lindo.

Sobre a “Arena Copel”: Acho razoável que gastos públicos sejam decididos em votações (não acredito na democracia da forma como é, mas supondo o jogo assim, é assim que tem que se decidir as coisas). Concordo que, se a COPEL apoiar o Atlético, deveria ajudar os outros dois clubes grandes e os pequenos também, desde que com projetos razoáveis; como acho que isso não existe, acho que não tem que ajudar. E lá vem a história de novo… “construir um novo estádio”; Os jogos não enchem nenhum dos estádios de Curitba – Pinheirão (público, usado pelo Paraná), Arena da Baixada (Atlético-PR) e Couto Pereira (Coritiba), além do estádio do Paraná que não é usado; pra que mais um? Sério…

Seguem as reportagens…

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15/07/2010 – 08h20 – Folha Online – Esporte

Obra de Maracanã-14 se arrasta

CIRILO JUNIOR
DO RIO

Previsto para o fim do ano passado, continua indefinido o fechamento do Maracanã para o início das obras de reforma. O estádio é o provável palco da final da Copa -2014. Hoje o governo do Rio recebe as propostas dos consórcios interessados na obra.

Após a entrega, será anunciada uma data para a qualificação dos consórcios, uma espécie de “nada consta” dessas empresas –as “aprovadas” seguirão na disputa.

Depois, nova data será marcada para selecionar quem se enquadrou no projeto técnico da obra.

Posteriormente, um novo anúncio, com a avaliação das propostas financeiras, vai determinar quem vai fazer a reforma do Maracanã.

Após cada etapa, os consórcios eliminados terão até cinco dias para recorrer.

O secretário de Obras, Hudson Braga, mostrou-se otimista e afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que todos os trâmites do processo deverão ser finalizados em até duas semanas.

A secretaria informou ainda que não há data prevista para o fechamento do Maracanã e para o início das obras, mas a expectativa é a de que o estádio deixe de abrigar jogos do Campeonato Brasileiro em meados de agosto. A definição será feita junto à companhia que vencer a licitação. Ao todo, 43 empresas retiraram o edital.

A reforma tem duração total prevista de dois anos e meio, e, mesmo em meio às indefinições, o governo do Rio garante que entrega o novo Maracanã até o 31 de dezembro de 2012.

O edital foi lançado com nove meses de atraso, no dia 5 de junho. Inicialmente previsto para setembro de 2009, teve três adiamentos por contestações da Fifa ao projeto. De acordo com o calendário estipulado pela entidade máxima do futebol, as obras do Maracanã deveriam ter começado em março.

Além dos atrasos nos prazos, os custos da reforma da arena carioca sobem cada vez que o projeto é revisto. A estimativa inicial era que as obras de reforma demandassem R$ 430 milhões.

Em abril, uma revisão elevou o custo da obra para R$ 600 milhões. A reforma aprovada pela Fifa prevê custo total de R$ 720 milhões.

Desde 1999, o estádio passou por duas reformas, que consumiram R$ 300 milhões. Dos R$ 720 milhões previstos, R$ 400 milhões deverão ser financiados pelo BNDES. De olho no uso dos recursos do banco estatal, o Ministério Público Federal criou uma comissão para acompanhar a licitação das obras nas 12 cidades-sedes da Copa-14.

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São Paulo, quinta-feira, 15 de julho de 2010 – Folha de São Paulo – Esporte

DEMOLIÇÃO DA FONTE NOVA ESTÁ EMPERRADA

O consórcio OAS/ Odebrecht aguarda alvarás do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), do Exército e licença ambiental para concluir a demolição do estádio de Salvador para a Copa-2014. O anel inferior já vem sendo demolido.

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15/07/2010 – 09h33

Por custos, Andrés Sanchez não quer que Corinthians assuma o Piritubão

Do UOL Esporte
Em São Paulo

Se depender do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, a equipe não vai apoiar a construção do Piritubão. Isso porque a CBF pretende que o clube mande seus jogos na arena após a Copa-2014, mas a direção corintiana não vê essa possibilidade com bons olhos, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Durante sua passagem pela África do Sul como chefe da delegação brasileira, Sanchez teve diversos encontros com membros da CBF e da Fifa, e deixou claro que a preferência do Corinthians é dar sequência ao projeto de construção do estádio em Itaquera.

“Esse novo estádio [Piritubão] precisa ter capacidade para 75 mil pessoas, pois deverá receber a abertura da Copa. Você sabe quanto custa manter um estádio desse tamanho?” questionou o presidente, segundo a publicação.

Com a negativa de Sanchez, uma segunda opção para São Paulo seria aproveitar o estádio em Itaquera, mas também precisaria contar com investimento da Fifa para bancar o custo extra do aumento da capacidade, o que o clube não se dispõe a fazer.

“O Corinthians não pode fazer isso [assumir os gastos com aumento da capacidade], pois nossa média de público está em torno de 25 mil torcedores por jogo”, completou.

Conselho se reúne hoje por decisão da arena em Guarulhos

O Conselho Deliberativo do Corinthians tem reunião marcada para esta quinta-feira para decidir sobre o projeto da arena em Guarulhos, que também não é a preferência de Andrés. Segundo matéria publicada pelo Jornal da Tarde, o presidente tenta que os conselheiros sob sua influência se esforcem para que não haja decisão do caso.

Sanchez ainda não vê segurança no projeto, que custaria aproximadamente R$ 500 milhões e já tem suporte da construtora e da prefeitura de Guarulhos. O Corinthians tem até o dia 10 de agosto para aprovar ou descartar o projeto.

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14/07/2010 – 15h50

Projeto que cria ‘Arena Copel’ só será votado em agosto pela AL do Paraná

Do UOL Esporte
Em Curitiba

A audiência pública realizada nesta quarta-feira, na Assembleia Legislativa do Paraná, definiu que o projeto para transformar a Arena da Baixada em “Arena Copel” será votado, pela Comissão de Constituição de Justiça, somente no dia 3 de agosto, quando acaba o recesso parlamentar no Estado.

A impossibilidade de votação imediata protela um pouco mais a solução para o investimento necessário à adequação do estádio à Copa de 2014.

“São etapas que precisam ser cumpridas antes da votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). No dia 3 de agosto, na primeira sessão após o retorno do recesso parlamentar, o relator dará um parecer. Se esse parecer for favorável, o projeto fica pronto para vir a plenário, o que pode ocorrer no mesmo dia ou na data seguinte. Depende da vontade política”, disse o deputado estadual Luiz Carlos Romanelli (PMDB) ao portal Paraná Online.

Romanelli é o autor do projeto que prevê o patrocínio da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) às obras do estádio atleticano.

A discussão do assunto ocorreu na manhã desta quarta-feira, com a presença de deputados, representantes do Governo do Paraná, da Prefeitura e dirigentes do Atlético-PR.

A participação da empresa, que daria seu nome ao estádio, foi defendida pelo deputado Artagão Júnior e pelo vereador Algaci Túlio, secretário especial para assuntos da Copa, no governo do paranaense. Este argumentou que  a injeção de dinheiro público nas obras é necessária, pois a perda da Copa do Mundo traria grande prejuízo ao Estado.

Outro deputado, Stephanes Júnior, se disse favorável ao patrocínio da Copel, desde que ele seja estendido também para Coritiba e Paraná Clube. Ele apresentou, como alternativa, um projeto para a construção de um novo estádio na área do Pinheirão que envolveria a construtora Odebrecht, Federação Paranaense de Futebol (FPF), Coritiba , Paraná Clube e o governo do Estado

A audiência teve também a participação do presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Glaucio Geara, que reafirmou a posição do clube de investir apenas 30% dos cerca de R$ 130 milhões necessários para adequar o estádio às exigências da Fifa.

Sobre 2014

E sobre todos os mega-eventos… fica aí uma pergunta, a ser respondida… “vale a pena?”

PS: O texto é de um especial da Folha… quem tiver acesso, leia o especial todo… eu não vou publicar aqui, primeiro, porque é muito grande, depois, porque poderia cair em algum problema de direito autoral… Mas vale muito a pena… fica o link:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/inde12072010.htm

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São Paulo, segunda-feira, 12 de julho de 2010 – Folha de São Paulo – Especial

vale a pena?

Sempre custa mais

Relatório do governo lista geração de empregos e aumento no turismo e no consumo, mas estudos minimizam esse impacto e lembram que estouros no orçamento são comuns

MARIANA BASTOS
DE SÃO PAULO

Afinal, abrigar uma Copa traz benefícios econômicos para o país-sede? Não há uma resposta definitiva para essa pergunta.
Os relatórios de impacto econômico, encomendados pela Fifa ou pelos governos das sedes, indicam invariavelmente que sim. Sediar um Mundial pode impulsionar a economia nacional.
Por outro lado, estudos independentes, realizados por universidades dos países-sede após a realização do evento, minimizam esse impacto.
“Se o governo me paga para escrever um relatório, então é claro que eu o escreverei dizendo o que o governo quer ouvir. O governo quer ouvir que a Copa será sucesso econômico”, pondera o jornalista Simon Kuper, que é co-autor do livro “”Soccernomics”, junto ao economista Stefan Szymanski.
Assim como as sedes anteriores, o Brasil já tem o seu relatório de impacto econômico, encomendado pelo Ministério do Esporte à consultoria Value Partners Brasil.
Segundo o documento, o Brasil investirá R$ 33 bilhões em infraestrutura. E, por sediar a Copa, o país receberá R$ 9,4 bilhões devido ao incremento no turismo, arrecadará R$ 16,8 milhões em tributos e haverá a geração de 330 mil empregos permanentes e 380 mil temporários.
Além disso, o Mundial ainda aumentará o consumo nas famílias em R$ 5 bilhões.
“Os brasileiros deveriam ter em mente que, independentemente do que o governo diz, a Copa não os tornará mais ricos como um todo, embora o evento possa ser uma bela oportunidade para quem é dono de uma empresa construtora de estádios”, afirma Kuper em seu livro.
“Nós prevemos com confiança que o contribuinte brasileiro gastará mais com a Copa do que dizem as estimativas iniciais”, complementa.
Historicamente, o estouro dos gastos é uma característica comum entre os países que organizam grandes eventos esportivos.
No Pan do Rio, em 2007, o brasileiro pôde comprovar essa regra. Previa-se que o evento iria custar, inicialmente, R$ 414 milhões. Saiu por R$ 3,7 bilhões.
As arenas esportivas são um dos principais componentes da escalada dos orçamentos. A África do Sul projetava gastar o equivalente a R$ 1,9 bilhão em dez estádios. Pagou R$ 810 milhões a mais. No Brasil, levantamento da Folha demonstra que as arenas custarão R$ 5,1 bilhões (sem contar a arena paulista). O valor é 168% superior ao projetado pela CBF, segundo dado do relatório da Fifa de outubro de 2007.

TURISMO
Se as despesas tendem a crescer, o retorno financeiro obtido com mega-eventos esportivos é posto em xeque.
O turismo, um dos principais componentes do impacto econômico de uma Copa no país-sede, tende a trazer pouco dinheiro “novo” para a economia. Foi isso o que constatou um estudo do economista alemão Holger Preuss, da Universidade de Mainz, feito logo após seu país abrigar o Mundial.
Preuss chegou à conclusão de que, em julho de 2006, mais da metade dos turistas eram alemães. Entre os estrangeiros, só metade deles -cerca de 20% do total- havia viajado para a Alemanha só por causa da Copa. Os demais estrangeiros -cerca de 25% do total- já estavam no país por algum outro motivo ou decidiram antecipar ou postergar uma viagem para coincidir com o Mundial.
Esse subgrupo pouco acrescentou aos ganhos com turismo no país em virtude do evento esportivo, uma vez que esses visitantes já gastariam na Alemanha, independentemente da Copa.
Preuss calculou que a Copa rendeu um impacto de 3,9 bilhões na Alemanha, quantia pouco maior do que fora investido só em estádios.
Mesmo assim, ele defende que países em desenvolvimento devem abrigar a Copa.
“O ganho com o evento depende do país e de um plano de longo prazo. A Copa pode ter um bom impacto. No caso do Brasil, acho que será bom ser sede”, afirma Preuss.

ELEFANTES BRANCOS
Cerca de 94% do total de gastos em arenas no Brasil para 2014 serão bancados por investimentos públicos. E os elefantes brancos já vêm sendo anunciados.
A consultoria Crowe Horwath fez uma análise da viabilidade econômica das arenas de 2014 e concluiu que pelo menos cinco dos nove estádios públicos -os de Brasília, Recife, Manaus, Natal e Cuiabá- tendem a não ser sustentáveis após a Copa.
“Tenho certeza de que as pessoas de Cuiabá ficariam bem sem ter de ver Paraguai x Nova Zelândia ou Dinamarca x Japão. Então, eles poderiam poupar dinheiro e problemas com elefantes brancos no futuro”, alerta Kuper.

Depois da festa

a ressaca… porque não é que a gente é pessimista, que fala que isso não da certo e tal… mas é a realidade… breves notas sobre a realidade.

São Paulo, quarta-feira, 14 de julho de 2010 – Folha de São Paulo – Esporte

Painel FC

EDUARDO OHATA (interino)painelfc.folha@uol.com.br

Fim de festa

As poucas pessoas ligadas à Fifa que ainda não deixaram a África do Sul têm ouvido relatos de xenofobia. O fim do Mundial e a consequente diminuição no número de empregos fazem com que os nativos forcem trabalhadores do Zimbábue a retornar a seu país. Com medo, muitos já abandonam suas habitações. Só de seguranças de estádios, aproximadamente 50 mil pessoas devem ficar sem função a partir de agora.


Carochinha. Causou irritação nos círculos econômicos na África do Sul estudo apresentado por instituto local. Dá conta de que o país foi visitado por 275 mil turistas, quando a expectativa era superior a 500 mil pessoas.

Há vagas. Fora Johannesburgo e Cidade do Cabo, os hotéis das demais cidades só tinham lotação perto do limite em dias de jogos.

No dos outros… Políticos sul-africanos se gabam, publicamente, da eficiência de seu sistema de segurança durante o Mundial. Apontam para o atentado terrorista em Uganda, domingo, que deixou pelo menos 76 mortos.